Playcenter pode ‘ressurgir’ em cidade do interior paulista

Por brasil

 

POR MARCELO TOLEDO, DE RIBEIRÃO PRETO

Três anos depois de encerrar as atividades na capital, o Playcenter negocia a reabertura de um parque temático em Olímpia (a 434 km de São Paulo), cidade do interior paulista que se notabilizou nos últimos anos por receber milhões de turistas de olho em suas águas termais.

Só em 2014, o parque aquático Thermas dos Laranjais, inaugurado em 1985 e que foi responsável pelo boom turístico do município de 53 mil habitantes, recebeu 1,9 milhão de visitantes.

A estratégia de atrair o parque para o interior paulista está sendo discutida desde setembro de 2013, quando diretores do Playcenter visitaram a prefeitura e conheceram a cidade.

Depois disso, reuniões prosseguiram e na última, em fevereiro deste ano, estimou-se um prazo de dois anos para que um dos parques projetados pelos antigos controladores do Playcenter virasse realidade em Olímpia.

“Um investimento puxa o outro. Até 2018 chegaremos a 20 mil leitos em hotéis e, agora, vamos voltar nosso foco à vinda de novos atrativos. Nossa negociação com o Playcenter está muito adiantada. Já tivemos umas 15 reuniões e a situação só esfriou um pouco agora porque o dólar está muito alto”, afirmou o prefeito de Olímpia, Geninho Zuliani (DEM).

Segundo ele, os maiores fabricantes de atrações para o parque são italianos e “não é momento de encomendar nada” devido à cotação da moeda norte-americana.

Olímpia, que em 2009 tinha 687 leitos em sete hotéis, hoje já tem 14.439, distribuídos em 17 hotéis, 64 pousadas, quatro hotéis-fazenda, quatro resorts e 358 casas de veraneio.

O Playcenter encerrou as atividades na capital em julho de 2012 e, no último final de semana de operação, recebeu 30 mil visitantes.

O parque fez parte do cotidiano paulistano por 39 anos. Aberto em julho de 1973, recebeu em sua trajetória 60 milhões de visitantes. Quando o Playcenter tinha 15 anos de vida, inaugurou o famoso “Noites do Terror”, em que ficava aberto também à noite e atraía milhares de turistas –a maioria estudantes do interior do Estado.

A reportagem não obteve contato com os antigos controladores do Playcenter.

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