Conheça os fatores que impulsionam Sartori no RS, segundo o Datafolha

Por brasil

FELIPE BÄCHTOLD, DE PORTO ALEGRE

Os votos de eleitores da candidata derrotada Ana Amélia Lemos (PP) e de moradores do interior dão ao peemedebista José Ivo Sartori uma liderança folgada na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, de acordo com o Datafolha.

Pesquisa feita na quarta-feira (15) mostra Sartori com 52% das intenções de voto, ante 35% do governador Tarso Genro (PT), que tenta a reeleição. O candidato do PMDB ampliou a vantagem de oito percentuais que obteve nas urnas na primeira votação.

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Candidatos Tarso Genro (PT, à esq) e José Ivo Sartori (PMDB) – Fotos: Sérgio Lima/Folhapress e Edu Andrade/Folhapress

Confira recortes do levantamento:

Herança

Os mais de 1,3 milhão de votos de Ana Amélia Lemos (PP), terceira colocada no primeiro turno, serão decisivos para a definição do vencedor. Até agora, Sartori leva larga vantagem entre eleitores da candidata derrotada, que conseguiu no primeiro turno 22% dos votos. Entre os entrevistados pelo Datafolha que votaram em Ana Amélia, 76% disseram que vão votar no peemedebista. Apenas 8% preferem Tarso.

Interior

Ex-prefeito de Caxias do Sul, o peemedebista amplia sua vantagem sobre Tarso em municípios do interior, segundo o Datafolha. A diferença entre os dois candidatos, que é de 17 pontos na pesquisa geral, passa para 22 pontos levando em conta só o interior. O petista se recupera um pouco em municípios com até 50 mil habitantes. Nesse enfoque, a diferença cai para 14 pontos.

Escolaridade e renda

Tarso consegue seus melhores resultados entre eleitores com escolaridade fundamental ou com menor renda. A vantagem de Sartori cai para sete pontos percentuais levando em conta apenas quem tem ensino fundamental. Essa também é a diferença entre os dois candidatos na faixa de renda familiar mensal de até dois salários mínimos.

Brancos e nulos

O Datafolha questionou eleitores que votaram no primeiro turno em branco ou nulo sobre a possibilidade de optar por um dos dois candidatos na votação final. Nessa faixa do eleitorado, 50% disseram que não votariam “de jeito nenhum” em Tarso. O percentual de rejeição a Sartori nesse segmento foi menor: 30%.

Hora da decisão

Um dado positivo para Tarso é o fato de o eleitor do Estado deixar para decidir o voto em cima da hora. Segundo o Datafolha, 17% dos entrevistados afirmaram que escolheram seus candidatos no primeiro turno no dia da eleição ou na véspera.

Crescimento na reta final

Os eleitores de Sartori foram os que decidiram mais tarde o voto no primeiro turno. O peemedebista, que aparecia longe da liderança na maioria das pesquisas, acabou ficando em primeiro lugar. Entre seus eleitores, 29% afirmaram que o voto foi decidido na semana final da campanha.

* A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com os números RS-00028/2014 e BR-01098/2014.

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