Entidade estudantil ligada ao PC do B apoia Renan e Collor em Alagoas

Por brasil

JOÃO PEDRO PITOMBO, EM MACEIÓ

Em meio a um verdadeiro exército de militantes pagos, trios elétricos e carros de som, tremulavam, solitárias, duas bandeiras da UJS (União da Juventude Socialista) no último domingo (28) na orla de Maceió.

A cerca de cem metros das bandeiras, em cima de um caminhão, o candidato ao governo de Alagoas Renan Filho (PMDB) e o candidato ao Senado Fernando Collor de Melo (PTB) acenavam freneticamente para o público.

A UJS, entidade tradicional da esquerda brasileira ligada ao PC do B, apoia a candidatura do ex-presidente da República que ajudou a depor há 22 anos.

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Militantes da UJS participam da campanha de Renan Filho (PMDB) e de Fernando Collor (PTB) em Maceió // Foto: João Pedro Pitombo/Folhapress

O ato de campanha deste domingo em Maceió serviu como demonstração de força da chapa liderada pelo filho do senador Renan Calheiros (PMDB), atual presidente do Senado e um dos líderes da “tropa de choque” de Collor à época do impeachment.

À frente do grupo de dez jovens da UJS estava Dário Rosalvo, 19. O estudante de geografia da Universidade Federal de Alagoas preside a UJS no Estado.

Foi eleito para o cargo em maio deste ano, no mesmo dia em que a entidade definiu o apoio à chapa Renan-Collor, que tem o apoio de 15 partidos, incluindo PT e PCdoB.

Rosalvo justificou o apoio à candidatura de Collor, que trava um duelo tenso com a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) por uma cadeira do Estado no Senado. “Ele [Collor] está ao lado de Dilma e de Lula ajudando a implantar os principais projetos federais em Alagoas. Merece nosso apoio”, afirmou.

Confrontado com o histórico da entidade contra o ex-presidente, dissse não ver incoerência: “Não fomos nós que mudamos. Ele mudou”.

O dirigente também elogia o filho do senador Renan Calheiros e diz que o candidato, favorito a levar o governo do Estado, tem sido “grande parceiro” da juventude alagoana.

“Ele é um deputado atuante e defende nossas principais bandeiras no Congresso”, disse Rosalvo, citando a proposta de destinar o equivalente a 10% do PIB para a educação pública do país.

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