Pimentel avança nas pequenas cidades de MG, diz Datafolha

Por brasil

FELIPE BÄCHTOLD, DE PORTO ALEGRE

O petista Fernando Pimentel lidera a disputa pelo governo de Minas em variados segmentos do eleitorado, de acordo com o Datafolha, mas perde parte de sua força no interior do Estado e entre eleitores mais velhos.

Pesquisa divulgada na sexta-feira (26) pelo instituto mostra o candidato do PT com 36% das intenções de voto, contra 25% do tucano Pimenta da Veiga. Segundo o Datafolha, a realização do segundo turno ainda é incerta.

Abaixo, algumas curiosidades do levantamento:

Pimentel (PT) e Pimenta (PSDB), candidatos ao governo mineiro
Pimentel (PT) e Pimenta (PSDB), candidatos ao governo mineiro

1) Idade

Pimenta da Veiga aparece numericamente à frente apenas em alguns grupos bastante específicos do eleitorado, como o dos eleitores com 60 anos ou mais.

Nesse setor, ele tem 28% das intenções de voto, ante 25% do petista. Veterano da política mineira, o candidato do PSDB foi prefeito de Belo Horizonte de 1989 a 1990, o que pode favorecer a adesão de eleitores mais velhos.

2) Capital e pequenas cidades

Pimentel (PT) comandou a Prefeitura de BH mais recentemente, de 2004 a 2008. No município, a vantagem passa para 15 pontos percentuais se apenas a capital for levada em conta (eram 18 pontos no início de setembro).

Mas as cidades de até 50 mil habitantes é que seguraram essa ampla vantagem geral do petista no Estado. O empate técnico do início de setembro nesse segmento (28% a 25%) se transformou agora em uma folga de sete pontos percentuais de Pimentel (34% a 27%).

3) Escolaridade e renda

Pimentel (PT) não consegue manter entre o eleitorado com ensino superior a vantagem que possui na pesquisa geral.

Nessa faixa, a disputa está apertada –o tucano tem 36% das intenções de voto, ante 34% do principal adversário. O PSDB também lidera entre eleitores com renda familiar mensal acima de dez salários mínimos.

4) Fim antecipado

Para evitar uma derrota já no primeiro turno, Pimenta da Veiga precisa torcer para que candidaturas de menor expressão também tirem votos do PT ou consigam atrair os indecisos.

Nas pesquisas já realizadas, a soma das intenções de voto de cinco outros candidatos variou entre 7% e 9%. O índice é insuficiente para forçar um segundo turno, mas, como a margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos, a definição já no dia 5 de outubro é incerta.

Situação parecida ocorreu em 2010, quando a eleição ficou concentrada no confronto entre PSDB e PMDB. As demais candidaturas somaram apenas 3% dos votos válidos.

5) Chapa PT + PSDB

O mesmo favoritismo que Pimentel possui na disputa pelo governo, o ex-governador tucano Antônio Anastasia desfruta no Estado na corrida ao Senado.

Uma expressiva parte do eleitorado deve votar no PT para o governo do Estado e, ao mesmo tempo, no PSDB para senador.

Disseram que vão votar em Anastasia 41% dos eleitores de Pimentel. O petista é aliado do candidato peemedebista ao Senado, Josué Gomes, filho do vice-presidente José Alencar (1931-2011).

6) Recordação

Na reta final da campanha, os dois principais líderes tucanos de Minas continuam sendo lembrados pelos eleitores para a disputa ao governo.

Na pesquisa espontânea, em que o entrevistador não mostra ao eleitor a lista dos candidatos a governador, o presidenciável Aécio Neves, que governou o Estado de 2003 a 2010, foi citado por 1% dos entrevistados.

Anastasia, que deixou o cargo em abril para concorrer ao Senado, foi lembrado por 3%.

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A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob os protocolos MG-00115/2014 e BR-00782/2014.

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